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    Coreia do Norte lança 2 mísseis em intervalo de três horas; EUA descartam ameaça imediata

  • 31-12-1969 21:00


  • Imagem de míssel norte-coreano em televisão da Coreia do Sul em foto de 5 de janeiro de 2022 Jung Yeon-je / AFP A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos em um intervalo de apenas três horas neste domingo (20).

    Os disparos ocorrem dois dias após Pyongyang acusar os Estados Unidos de aumentar as tensões na península coreana por meio de exercícios militares na região.

    O primeiro lançamento foi detectado pelas Forças Armadas da Coreia do Sul por volta das 15h (horário local), partindo da região de Wonsan.

    O artefato voou cerca de 450 quilômetros antes de cair no mar, segundo autoridades.

    Aproximadamente três horas depois, por volta das 17h50, identificaram o lançamento de um segundo míssil balístico de curto alcance.

    O artefato também partiu da região de Wonsan e percorreu uma distância superior a 600 quilômetros.

    A emissora pública japonesa NHK e o Ministério da Defesa do país confirmaram o monitoramento das atividades.

    Segundo autoridades japonesas, os projéteis caíram fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país.

    O governo local apresentou um protesto formal contra Pyongyang por meio de canais diplomáticos em Pequim.

    "Essa série de ações da Coreia do Norte ameaça a paz e a segurança do Japão, da região e da comunidade internacional", disse o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, citado pelo jornal Nikkei.

    Agora no g1 Já autoridades da Coreia do Sul informaram que acompanharam os movimentos desde o início e que os dados de inteligência sobre os lançamentos foram compartilhados em tempo real entre Seul, Washington e Tóquio.

    O Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul condenou expressamente as ações norte-coreanas.

    O órgão exigiu a interrupção imediata dos testes e declarou que a prática viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

    Em comunicado oficial no X, o Comando do Pacífico dos Estados Unidos afirmou que monitora a situação em conjunto com os aliados.

    As autoridades americanas destacaram que os testes não representam uma ameaça imediata ao território ou aos aliados.

    Publicação oficial do 'U.S.

    Pacific Command' no X (antigo Twitter), em tradução automática. Reprodução Redes/@USPACOM O novo episódio ocorre em um momento de forte atrito político e militar na região.

    Na semana passada, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-Un, atribuiu a escalada das tensões na península aos exercícios navais liderados pelos Estados Unidos.

    🔎​ Denominado 'Pacific Vanguard 2026' — liderado pela Marinha dos EUA com a participação da Coreia do Sul, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Japão nas imediações de Guam — o exercício militar ocorreu entre 29 de agosto e 10 de setembro, segundo a Força de Autodefesa Marítima do Japão. Pyongyang também rejeitou recentemente uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre seu programa nuclear.

    O governo norte-coreano reafirmou que não mudará a trajetória de fortalecimento de seu arsenal estratégico. Agência da ONU alerta para construção de nova instalação do programa nuclear da Coreia do Norte .


    Fonte: G1